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Os Irmãos Taylor
Publicado em 2012-01-24
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Corria o ano de 2009, o que há muito se adivinhava aconteceu… A ruptura de ideias e pessoas na empresa Manta Bodyboards finalmente foi concretizada. As pranchas da Manta na década de 90 eram reverenciadas, os modelos Sabre e Wingnut eram as preferidas dos riders portugueses. Desde então a sua qualidade decresceu, com excepção da Andrew Lester (modelo de prancha), a qualidade passou a não estar associada à marca.
Glenn Taylor, que era o “shaper” principal da Manta, rapidamente idealizou o que devia fazer, após a ruptura com empresa que o albergou por mais de 10 anos… Recriou a então desaparecida marca de pranchas Turbo e passou a apoiar fortemente o circuito da International bodyboarders Association.
Mas Glenn não podia apenas ser o patrocinador principal, havia muito dinheiro em jogo, era necessário controlar o próprio circuito. Chamou o seu irmão Gregg Taylor para director da IBA e “colocou” Terry Mkenna como director do circuito (segundo entrevistas foi Damian King quem convidou, o atleta principal da Turbo, que saia em ruptura com a empresa 4play, culpando estas pranchas pelo mau desempenho).
Não querendo fazer comparações, que não podem ser feitas, este tipo de estratégia, dominar a estrutura e a mediatização foi feita cá em Portugal pelos irmãos Oliveira, que dominam o mundo de futebol português, pela Federação e pelos direitos televisivos.
Com grande inteligência, começa a patrocinar o evento de Pipeline em 2009 e ajuda Kainoa Mcgee, permitindo-o desenhar as pranchas de Stand Up Surf Paddle. Nos anos seguintes, com a maior paciência do mundo, investe e patrocina o circuito todo, bancando onde existem outros patrocinadores falham.
Em 2011 vê o seu atleta principal, Damian King, falhar a qualificação para o Grand Slam Series, porém este miraculosamente sagra-se campeão na modalidade Drop Knee… Coincidência ou não o circuito Dropknee para 2012 ganhou ênfase e protagonismo, com 6 etapas principais (menos duas que o circuito principal) e duas de uma estrela. A Turbo passou a ser o grande patrocinador do circuito de joelhos.
Eu gosto de DK, mas não compreendo as razões de praticamente dividir o circuito em dois. Se repararmos o circuito de DK é constituído por 10 atletas (os que correm quase todas as etapas do circuito), sendo 4 atletas do MWT (Winny, Hardy, Amaury e Dave Hubbard).
Imaginem é como de repente a ASP querer divulgar mais o circuito de longboard… Simplesmente não faz sentido. Numa altura destas, a IBA está a apostar em três circuitos.
Basta ver as viagens que os atletas têm que fazer: 1º Pipeline (World Mens Tour, Womens World Tour e DK): 2º Peru (DK); 3º Austrália - Box (MWT); 4º Ilhas Reunião (WWT); 5º Austrália (WWT e DK); 6º Chile (MWT); 7º Brasil (MWT); 8º México (MWT), 9º Sintra (MWT, WWT e DK); 10º Venezuela (DK e WWT); 11º Porto Rico (MWT, WWT e DK) e 12º El Fronton (MWT).
Eu sei que em entrevistas anteriores Gregg Taylor já tinha afirmado que queria dar mais “vida” à divisão de DK e um maior prémio monetário poderá atrair mais atletas no circuito, mas olhando para o calendário das provas, são viagens dispendiosas.
Evidentemente que alguns atletas marcarão presença no circuito todo, como o Damian King, César Bauer e Ardiel Jimenez… Possivelmente Dave Hubbard terá que optar ou corre o MWT ou DK e julgo que o Winny, o Amaury e o Hardy estarão mais concentrados no MWT.
Em todo o caso, há que dar os parabéns aos irmãos Taylor pela visão e pelo empreededorismo, sem as quais não existiria um campeonato internacional de Bodyboard.
Damião Reis
